Cicatriz hipertrófica e queloide: entenda a diferença entre ambas

Não é raro que alguns pacientes, após uma cirurgia plástica, apresentem má formações na cicatriz, que adquire um aspecto mais grosso e com estética imperfeita. Nessa situação falamos de cicatriz hipertrófica ou queloide.

Condições como genética, tom da pele e região do corpo escolhida favorecem o aparecimento desses sinais e a má cicatrização, porém a ausência de cuidados após a cirurgia também pode favorecer o surgimento de marcas após procedimentos cirúrgicos.

A seguir, explicamos a diferença entre cicatriz hipertrófica e queloide. Se você apresentar esses sintomas, converse com um cirurgião plástico sobre possíveis tratamentos para minimizar sua aparência.

 

Diferença entre cicatriz hipertrófica e cicatriz com queloide

Ambas as cicatrizes apresentam vermelhidão, coceira e um aspecto mais elevado na pele. Entretanto, a cicatriz hipertrófica tem uma aparência elevada na pele, mas não invade a região em volta da cicatriz. Sua origem é na produção desordenada de colágeno na comparação com o restante do tecido.

Já a queloide ultrapassa esses limites e tende a crescer, aumentando com o passar dos anos. Nessa situação é uma produção excessiva de colágeno pelo corpo, interferindo na cicatrização. Em alguns casos, a queloide pode vir acompanhada por sintomas como dor e coceira.

 

Como surge a cicatriz hipertrófica

A cicatriz hipertrófica é mais comum em negros e asiáticos por razões genéticas. Entretanto, pode surgir em qualquer pessoa, em qualquer região do corpo, e tem a possibilidade de regredir com o tempo.

Em geral, esse tipo de cicatriz é menos intensa que a queloide e costuma surgir em torno de duas semanas após a cirurgia. É possível que seu aspecto regrida naturalmente, de seis a 16 meses após a cirurgia, porém os resultados variam de acordo com o paciente em questão.

 

O que caracteriza uma cicatriz queloide?

A queloide estende-se além dos limites da cicatriz e é mais comum em regiões como ombro, tórax e orelha. Em geral, esse tipo de cicatriz não regride com o tempo e pode, inclusive, gerar nódulos e deixar a região afetada mais alta. Jovens, mulheres (principalmente gestantes), afrodescendentes, asiáticos e hispânicos têm mais chances de ter queloide.

Diretamente ligada a questões genéticas, a queloide pode crescer e escurecer e, por isso, deve ser avaliada minuciosamente por um profissional especializado.

Importante: essa condição não deve ser avaliada como um erro médico, já que o processo de cicatrização varia de acordo com cada pessoa.

Há maneiras de remover as cicatrizes hipertrófica e a queloide?

Quando aparecem cicatrizes desse tipo após uma cirurgia plástica deve-se, imediatamente, comunicar o cirurgião, que acompanhará esse processo e recomendará um tratamento específico.

No caso da queloide o tratamento é um pouco mais intenso e pode, inclusive, demandar a realização de mais uma cirurgia para eliminá-la.

 

Algumas formas de tratar as cicatrizes do pós-operatório são:

– Pomada cicatrizante

– Fita de silicone para cicatriz

– Corticoide injetável

– Radioterapia local, a Betaterapia

Vale a pena destacar, no entanto, que qualquer tipo de cicatriz deve ser avaliado por um cirurgião plástico com experiência e membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica. Apenas ele é credenciado para identificar a causa do problema e orientar o paciente sobre o melhor tratamento.

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