Outubro Rosa: prevenção do câncer de mama

A importância do Outubro Rosa na prevenção do câncer de mama

 

Criado nos Estados Unidos, na década de 1990, o movimento Outubro Rosa se popularizou também no Brasil, onde, anualmente, é feita uma intensa campanha contra o câncer de mama, conscientizando a respeito de medidas de prevenção e diagnóstico precoce, especialmente em mulheres com mais de 40 anos.

 

Sabemos que a detecção precoce do câncer de mama aumenta as chances de cura da doença, que mata quase 15 mil mulheres por ano no Brasil. Medidas como realizar a mamografia anualmente, bem como o autoexame, que ajuda a identificar possíveis nódulos. Mulheres com fator de risco, ou seja, que tiveram casos de câncer de mama na família, devem redobrar as atenções, alterando também seu estilo de vida e hábitos alimentares com foco na saúde.

 

Independentemente da prevenção e das ações para descobrir o quanto antes o câncer de mama, é fato que ele ainda acomete muitas mulheres – e alguns homens – e, se descoberto precocemente, tem altas chances de cura. Em alguns casos, cirurgias de mastectomia, ou seja, a retirada total das mamas, se faz necessária, o que pode causar um trauma para a mulher, que se sente fragilizada e menos feminina.

 

Para trazer mais confiança e retomar a feminilidade das mulheres submetidas a uma mastectomia, há técnicas de cirurgia reparadora que permitem reconstruir as mamas, podendo utilizar enxertos de pele das costas ou da região do abdômen, bem como implantes. “Mulheres que sofreram com o câncer de mama podem recuperar a autoestima por meio da cirurgia mamária reparadora, que trabalha com técnicas de retalhos com músculo, gordura e pele próprios da paciente”, explica o cirurgião plástico Dr. Laertes Thomaz Junior.

 

“Também fazemos uma reconstrução com expansão do tecido, que permite uma recuperação mais rápida do que nos procedimentos que utilizam retalhos”, completa o especialista, enfatizando que esse processo é mais demorado, pois exige a colocação de um expansor, que requer diversas idas ao consultório para inflá-lo lentamente e expandir a pele, que posteriormente receberá uma prótese.

 

“O cirurgião decidirá qual é a melhor técnica de acordo com cada caso. O importante, aqui, é priorizar o bem-estar da mulher e considerar os traumas pelos quais ela já passou no tratamento contra o câncer de mama”, completa Dr. Laertes.

 

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